
Em um desabafo intenso publicado em seu Substack na terça-feira (7), o cineasta Michael Moore, conhecido por seu posicionamento liberal, criticou os EUA e sua atuação na guerra do Irã.
O documentarista chamou Donald Trump de “terrorista” após o presidente ameaçar eliminar toda a civilização iraniana caso o país não aceitasse um acordo de cessar-fogo para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito.
“Nossos líderes e nossa mídia são estúpidos o suficiente para continuar fazendo perguntas como ‘por que eles nos odeiam?’ Nos odeiam?! Eles não nos odeiam! Nós odiamos!”, protestou Michael Moore.
“Nós somos os vilões! Se você não percebeu isso sob presidentes anteriores, pelo menos Donald Trump arrancou a máscara e mostrou quem realmente somos!”, explicou o cineasta de “Fahrenheit 9/11”.
Ele ainda disse que os EUA são a “única nação doente e violenta o suficiente” a usar armas nucleares. Michael Moore também elogiou como “berço de uma das maiores civilizações que este planeta já viu”.
“Enquanto nossos ancestrais na Europa ainda estavam tentando descobrir como construir uma cabana, os persas já haviam escrito a primeira declaração de direitos humanos do mundo”, acrescentou Michael Moore.
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“Essas são as pessoas que nos deram a álgebra, a medicina e a música tema de Game of Thrones. Apesar das duras repressões governamentais e da censura hoje, o Irã ainda produz alguns dos maiores cineastas do mundo”.
Michael Moore pediu aos militares dos EUA para desobedecerem as ordens “ilegais” e “imorais”, instigou o Congresso a iniciar um processo de impeachment contra o secretário de Guerra Pete Hegseth e Donald Trump.
“Ninguém virá nos salvar. Nós mesmos temos que fazer isso!”. Os comentários do diretor vieram antes do anúncio do cessar-fogo.
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